A ação naval e diplomática da Grã-Bretanha e o fim do tráfico intercontinental de africanos escravizados para o Império do Brasil (1849-1851)

Autores

  • Prof. Dr. Pedro Gustavo Aubert Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo

Palavras-chave:

Ministério, Marinha, Soberania, Tráfico de escravizados

Resumo

O gabinete de 29 de setembro de 1848 contou com Paulino José Soares de Souza à frente dos Negócios Estrangeiros. O Império enfrentou forte pressão britânica, inclusive militar da Royal Navy, pelo fim do tráfico intercontinental de africanos escravizados. Desde 1845, com o Bill Aberdeen, a Grã-Bretanha realizava ações militares em território brasileiro, ameaçando sua soberania. Paulino construiu, nas comunicações diplomáticas, a narrativa de que o gabinete assumira o compromisso de extinguir o tráfico. Contudo, os saquaremas foram os grandes defensores do tráfico no período do contrabando (1831-1850). A seleção das comunicações publicadas nos Relatórios Ministeriais buscava construir a narrativa de uma resistência heroica à pressão britânica com o  objetivo de preservar o apoio das elites proprietárias. O ministério se via entre a pressão externa inglesa e os interesses internos escravistas com os quais era comprometido.

Biografia do Autor

  • Prof. Dr. Pedro Gustavo Aubert, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo

    Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e Professor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Pardo.

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Publicado

2025-07-21

Como Citar

A ação naval e diplomática da Grã-Bretanha e o fim do tráfico intercontinental de africanos escravizados para o Império do Brasil (1849-1851). (2025). Navigator, 21(41), 12-30. https://www.portaldeperiodicos.marinha.mil.br/index.php/navigator/article/view/7487

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